Na CDL o 8 de março é marcado por discursos fortes sobre os desafios da Mulher contemporânea
O Dia Internacional da Mulher, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Velho, foi celebrado com festa, mas também com muitas reflexões. Empresárias, profissionais liberais e agentes públicos da Capital se reuniram num café da manhã, na última sexta-feira (08), na sede da instituição, e falaram sobre as diversas facetas da vida da mulher contemporânea, desde a espiritualidade, autoestima, atuação política, às questões da violência física e sexual.
Joana Joanora, presidente da entidade, abriu o evento conclamando as mulheres para um despertar de consciência sobre o papel da mulher na sociedade e da importância da união entre elas para alcançar as conquistas necessárias. “Temos que ser unidas, parar de sentimentos menores de uma em relação às outras, a competição predatória, não nos leva a nada. Temos que lutar uma empoderando a outra, assim aumenta a nossa força e o nosso poder”, enfatizou arrancando aplausos da plateia.
A diretora do Departamento de Políticas Públicas Para Mulheres do município de Porto Velho, Gina de Brito, lembrou que a luta das mulheres não é por competição com os homens, mas por igualdade de direitos. “ Não queremos ser mais do que os homens. Queremos ser iguais”, frisou.
A assessora Jurídica da CDL e líder religiosa, Noêmia Saltão, falou sobre autoestima e os reflexos dela na saúde emocional da mulher. Segundo ela, os padrões estéticos impostos sobre as mulheres, além dos deveres profissionais e domésticos são uma sobrecarga muito forte. “ Todas essas exigências nos deixam muito cansadas, estressadas. Quantas vezes a gente não se curva para fazer coisas que não gostaríamos?”, questionou a advogada, levando as presentes à uma profunda reflexão. “Temos que levantar a cabeça, olhar para frente e para o alto, é assim que nos empoderamos, primeiramente cuidando de nós mesmas”, recomendou.
A master coaching, Maíres de Carli, convidou as mulheres para ver as colegas com outro olhar, mais generoso e amoroso. Numa dinâmica feita em duplas, a profissional conduziu as convidadas a se entreolharem e fazerem afirmações positivas umas às outras, de forma a perceberem a importância que há na mudança de uma postura crítica para a de aceitação mútua. Um exercício prático do que vem a ser sororidade, um termo que basicamente significa a solidariedade entre as mulheres.
Verônica Molocni, diretora da CDL, finalizou as falas ressaltando que o Dia da Mulher é, sobretudo, um momento para se refletir sobre as dores de muitas que sofrem com a violência física e sexual. “Não podemos ignorar o número significativo de vítimas de abuso e assédio sexual no Brasil. Das mortes por feminicídio que são alarmantes. São dados tristes que não podemos deixar de mencionar para termos clareza dos desafios que ainda temos a superar”, enfatizou.
Um sorteio de brindes fechou o evento.



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